Gestão da Qualidade

Esse post sobre a qualidade dos produtos chineses é baseado na leitura que fiz de um artigo muito bom e que eu recomendo que você leia também no site da Exame.com intitulado A China está preparada para aceitar o desafio de qualidade?  O artigo é interessante pois mostra os pontos de não qualidade no sistema chinês, como, por exemplo, as relações entre empresas estrangeiras na hora do processo de compras, a terceirização dos serviços pelas empresas Chinesas, a estrutura da administração e fiscalização do governo.
Mostra também como a Internet está sendo benéfica nesse processo de cobrança pela melhor qualidade Os consumidores chineses têm usado a rede para criticar as empresas que não atendem aos padrões de qualidade.
Segundo o artigo, o Ocidente deve ser um fator de melhoria da qualidade chinesa, seja na hora da comunicação e especificação adequada aos seus fornecedores naquele país, assim como na cobrança, o artigo cita:
A fiscalização regulatória mais rigorosa pode ajudar, mas os regulamentos mais importantes podem não estar na China. Parece existir uma correlação direta entre a aderência dos fornecedores chineses às especificações de qualidade e o nível pelo qual o setor deles é regulamentado no Ocidente. Por exemplo, o setor farmacêutico e o setor alimentício tendem a ser mais avançados na área de controle de qualidade “principalmente em função das pressões e dos incentivos no lado do cliente”, diz Pinney. Do mesmo modo, Pinney vê melhoras significativas de qualidade no setor automotivo e no setor de produtos de linha branca. Nas áreas onde as conseqüências de ineficiência são menos urgentes, os níveis de qualidade são geralmente menores. “As melhoras de qualidade são menos avançadas à medida que se desce da rede alimentícia para os segmentos mais baratos de produtos eletrônicos e brinquedos”, ele observa. “A desvantagem da má qualidade é relativamente pequena nos produtos têxteis e calçados”.
Hoje a China já é o país que mais possui certificados ISO 9001:2008 no Mundo, só em 2011 a China emitiu duas vezes mais certificados do que a quantidade que o Brasil possui atualmente acumulados em toda a sua história, foram 39.961 emitidos na China contra os 18.058 atuais do Brasil.
O Brasil hoje é um país muito dependente da China, nossas commodities estão indo para lá e estamos comprando produtos industrializados, uma “brilhante” política industrial e a China já é o nosso maior parceiro comercial, um padrão de qualidade ruim na China é um péssimo negócio para o Brasil e para nós consumidores.
O Japão na década de 50 também era muito famoso por seus produtos de baixa qualidade, assim como hoje é a China, as técnicas de melhoria da qualidade fizeram desse pobre país em recursos naturais uma superpotência, foi um milagre japonês. Hoje, mesmo após grandes catástrofes naturais, o país é a terceira maior economia do mundo.  Será que a China conseguirá ser reconhecida também pela qualidade um dia?

Fonte: http://www.totalqualidade.com.br/2012/04/china-e-qualidade-de-seus-produtos-os.html

Por Christian Barbosa*

Ao escrever este artigo minha intenção é justamente colocar o tema na pauta de todo empreendedor, diretor e CEO. Um dos maiores problemas de produtividade que enfrento em consultoria para empresas de qualquer porte e estágio de desenvolvimento é a falta clara de estratégias de priorização. Em geral tudo é para ontem e prioritário. As empresas estão sofrendo do “mal da prioridade”, sem essa clareza, muito se trabalha, muito estresse é gerado e no final pouca execução e resultado acontece de verdade.
Imagine a seguinte situação corriqueira: um membro da sua equipe está trabalhando quando surge uma demanda urgente para ser atendida. Dois clientes com urgências pedem uma solução ao mesmo tempo (entenda cliente como interno ou externo). O primeiro cliente é tranquilo, calmo e expressa sua urgência de forma mais educada. Já o segundo cliente é extremamente mal humorado, indelicado, grosso e fica gritando.
Qual dos clientes você acha que seu colaborador vai atender primeiro? O calmo ou o nervosinho? Se ele estiver em uma empresa sem estratégias de priorização, com certeza o cliente nervosinho será priorizado. Isso é porque as pessoas dentro de empresas sem prioridade, acabam por definir a ordem de execução através da gritaria e não de prioridades.
É papel do líder ajudar o time a definir o que deve ser feito primeiro e o que deve ser feito depois. Sem essa definição, tudo é priorizado de forma empírica, por gritaria ou de forma errada. E pode ter a certeza, de que a culpa não é do time.
Existem dois níveis de prioridades que precisam ser definidas: as corporativas e as departamentais. Há algum tempo extingui as prioridades de unidades de negócios, por não se tornarem práticas no dia a dia. As prioridades corporativas têm ligação direta com a estratégia, missão, visão e decisões do board para o período em exercício. Prioridades corporativas devem ser específicas, ter uma ordem de importância, e não devem ultrapassar três ou quatro prioridades.
As prioridades departamentais têm obviamente ligação com as prioridades corporativas, mas tem ligação com o dia a dia do departamento, de uma forma bem prática e objetiva.
A partir do momento em que as prioridades estiverem definidas é preciso comunicá-las da forma adequada. Todos na empresa precisam saber exatamente o que deve ser feito quando duas coisas urgentes exigirem atenção imediata. Não pela gritaria, coleguismo, nível hierárquico de quem está pedindo, mas de acordo com o que é mais importante para a empresa, que ajuda os objetivos a serem alcançados e coloca o time focado no senso de importância e não nas urgências.
Um cliente nosso da área de IT definiu suas prioridades corporativas e departamentais. A escala de prioridades foi customizada no sistema de CRM, que facilita a visualização da prioridade de atendimento através de um score. Nenhum cliente fica sem atendimento, mas eles são priorizados de acordo com o que é realmente foco da empresa.
Sem produtividade, nenhuma empresa consegue permanecer competitiva no mercado por muito tempo. Que tal começar com o assunto de prioridades? Pense nisso!

Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.

Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.

Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir sobre os últimos doze meses, repensar sobre os objetivos e metas traçadas, e recomeçar a luta e a caminhada.

Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 S”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “s”: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.

Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, constituindo-se na base para uma rotina diária eficiente.

Praticar os 5S significa:

Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;

Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;

Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;

Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;

Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.

A aplicação dos 5S  numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da companhia. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.

Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer uma pequena revolução pessoal?

Aplique Seiri em sua casa e em escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer a frase: “Acho que um dia vou precisar disto…”, descarte o objeto em questão, pois você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca a vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que acalentará o frio de uma pessoa carente. Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que contribuirão com a educação de uma criança ou um jovem universitário. Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.

Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone…).  Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” quando da busca por um objeto ou informação.

Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.

Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.

Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!

 

Por  Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados por mais de 400 veículos da mídia em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.

Historicamente, a preocupação com Qualidade existe desde que o homem começou a manufaturar, já na pré-história. Porém podem-se distinguir quatro eras básicas do desenvolvimento da qualidade. De acordo com Mello (2011), são elas:

a) Processo de Inspeção: Foi à primeira atividade regular formal adotada na empresa como processo de controle da qualidade, a partir do surgimento da produção em série (início da administração científica). Conformidade do produto com um padrão e inspeção do produto acabado, sem análise do processo. Tinha fins apenas defensivos, não atacando as causas dos problemas.

b) Controle Estatístico da Qualidade: Tem como marco inicial experiência realizada pelo estatístico Walter Andrew Shewhart (década de 30). Tem como base o acompanhamento e avaliação da produção diária, com controle estatístico das probabilidades de variações em um padrão, e determinação de flutuação aceitáveis. Surgem aqui as técnicas de amostragem baseadas em estatísticas.

c) Garantia da Qualidade: Foco na prevenção de defeitos, envolvimento e integração de todos os setores da organização. A preocupação com as causas fez com que as empresas percebessem que o controle de qualidade teria de envolver fatores externos e quantificação de custos da não-qualidade. Criação de sistemas de qualidade e o surgimento do conceito de qualidade total (após a segunda guerra mundial por intermédio da União Japonesa de Cientistas e Engenheiros – JUSE, Deming e Juran).

d) Gestão da Qualidade Total: Foco na gestão, envolvimento integral da empresa e surgimento das normas ISO. Agora a qualidade passa a ser uma arma agressiva de concorrência. O cliente passa a participar diretamente na própria definição da Qualidade na empresa (Depois da década de 60, por intermédio de Deming, Feigenbaum, Juran, Maslow, Ishikawa, McGregor, Herzber e Vicente Falconi).

Desta forma, com a combinação dos pensamentos dos diversos especialista, foi possível amadurecer alguns pontos fundamentais para ter uma visão holística do tema. Os pontos são: a não qualidade gera retrabalhos, desperdícios e custos; prevenir defeitos é melhor do que remediá-los; o chão de fábrica não é responsável pela falta de qualidade; a qualidade deve ser planejada; deve integrar todos os colaboradores da empresa; o cliente é o foco fundamental a ser considerado.

 

 

Fonte: www.banasqualidade.com.br / outubro/2011

Quando uma empresa tem lealdade no foco e todos os membros estão alinhados com o objetivo, a produtividade aumenta.

Ter constância de propósito primeiramente implica em se ter um objetivo. Pergunta-se algumas questões-chave: Quais são os objetivos da empresa? Como está indo e como irá chegar lá? De que forma isso me afeta?

 

O objetivo pode fazer cumprir uma meta ou visão. A meta da ISO 9001 – compatível ao SGQ é descrito na cláusula 5.3 – para melhorar a satisfação do cliente. O modo como a empresa decidiu alcançar essa meta deve estar descrito no manual de qualidade do SGQ, como definido na cláusula 4.2.2.

Comparando a estrutura do SGQ ao governo, o manual da qualidade é a Constituição: define o escopo do SGQ e liga todos os procedimentos que o compõem (figura 1).

A política da Qualidade é a parte mais importante do manual e pode ser comparada com o preâmbulo da Constituição. A missão e visão da empresa fornecem conhecimento para “o quê”. Os valores e a política da qualidade fornecem diretrizes para “como”.

A política pode ter afirmações específicas, mas também fornece orientação moral porque nem toda diretriz ou situação pode ser documentada. A política ajuda a descrever o espírito da lei e ajuda a definir o comportamento esperado. Se a política se torna algo comum ou não é imposta pela gestão, o restante do SGQ se tornará  rapidamente ineficaz.

A seção 4.2.1 da ISO 9001 requer determinação de objetivos adequados, que são fundamentais para as metas, objetivos ou visão.

Com os objetivos, a politica e o manual organizado, a norma requer a gestão (cláusula 5.1) para ser responsável para espalhar este tipo de regularidade de propósito ao resto da organização por meio de uma comunicação eficaz (5.3.3) e estabelecer os objetivos adicionais e funções relevantes (5.4.1).

Toda a organização deve ser unificada por meio da proposta que descreve a interação dos processos do sistema (4.2.2) ao grau que os funcionários entendem sua importância e como eles contribuem para isso (6.2.2.d).

 

Quando toda a organização está alinhada, ela cria sinergia e aumenta a produtividade. Todos querem direcionar seu produto ou serviço ao mercado da forma mais rápida, e o alinhamento é necessário à velocidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um Sistema de Gestão da Qualidade efetivo fornece regularidade no propósito, levando a organização mais perto do sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.banasqualidade.com.br / outubro 2011