Outros
Quando uma empresa tem lealdade no foco e todos os membros estão alinhados com o objetivo, a produtividade aumenta.
Ter constância de propósito primeiramente implica em se ter um objetivo. Pergunta-se algumas questões-chave: Quais são os objetivos da empresa? Como está indo e como irá chegar lá? De que forma isso me afeta?
O objetivo pode fazer cumprir uma meta ou visão. A meta da ISO 9001 – compatível ao SGQ é descrito na cláusula 5.3 – para melhorar a satisfação do cliente. O modo como a empresa decidiu alcançar essa meta deve estar descrito no manual de qualidade do SGQ, como definido na cláusula 4.2.2.
Comparando a estrutura do SGQ ao governo, o manual da qualidade é a Constituição: define o escopo do SGQ e liga todos os procedimentos que o compõem (figura 1).
A política da Qualidade é a parte mais importante do manual e pode ser comparada com o preâmbulo da Constituição. A missão e visão da empresa fornecem conhecimento para “o quê”. Os valores e a política da qualidade fornecem diretrizes para “como”.
A política pode ter afirmações específicas, mas também fornece orientação moral porque nem toda diretriz ou situação pode ser documentada. A política ajuda a descrever o espírito da lei e ajuda a definir o comportamento esperado. Se a política se torna algo comum ou não é imposta pela gestão, o restante do SGQ se tornará rapidamente ineficaz.
A seção 4.2.1 da ISO 9001 requer determinação de objetivos adequados, que são fundamentais para as metas, objetivos ou visão.
Com os objetivos, a politica e o manual organizado, a norma requer a gestão (cláusula 5.1) para ser responsável para espalhar este tipo de regularidade de propósito ao resto da organização por meio de uma comunicação eficaz (5.3.3) e estabelecer os objetivos adicionais e funções relevantes (5.4.1).
Toda a organização deve ser unificada por meio da proposta que descreve a interação dos processos do sistema (4.2.2) ao grau que os funcionários entendem sua importância e como eles contribuem para isso (6.2.2.d).
Quando toda a organização está alinhada, ela cria sinergia e aumenta a produtividade. Todos querem direcionar seu produto ou serviço ao mercado da forma mais rápida, e o alinhamento é necessário à velocidade.
Um Sistema de Gestão da Qualidade efetivo fornece regularidade no propósito, levando a organização mais perto do sucesso.
Fonte: www.banasqualidade.com.br / outubro 2011

Numa primeira abordagem, uma empresa constrói-se com visão, missão, valores, objetivos, metas, e pessoas para atingi-las. Aqui está a chave: pessoas!, gente!
Temos insistido que ninguém administra senão gente. Há, de início, dois grandes aspectos a considerar: aquilo que se quer conseguir e as pessoas que vão atingir os resultados. Isso nos leva a duas considerações a respeito do preparo dessas pessoas: a competência , isto é, a capacitação, com conhecimentos específicos, habilidades, destreza para exercer as funções necessárias à obtenção dos resultados e o empenho , isto é, o desejo ativo de conseguir os resultados. Uma pessoa pode, por exemplo, aprender 110 maneiras de praticar o ato sexual, mas se não houver desejo ativo (ou sinônimo) não acontece nada. E é exatamente aí que a Emotologia oferece uma grande contribuição, pois os conhecimentos abrangidos por esse campo de estudos criam condições de gerar o desejo de realização, o empenho.
Como é possível?
De um modo geral, quando se fala em treinamento nas empresas, tem-se em mente apenas a área da competência, das aptidões próprias para o exercício de determinadas funções, deixando-se de lado a área do empenho, apesar de ser esta muito importante. Vamos, então, nos deter neste ponto para caracterizar a empresa saudável.
Mais uma vez: ninguém administra senão gente! Insistimos, pois, quando dizemos GENTE, queremos ressaltar o ser humano, a pessoa, o colaborador e não um simples “recurso humano”.
Quando ressaltamos GENTE nas empresas, queremos falar de toda condição humana: motivação, desejos passivos e ativos, frustrações, empenho, ânimo, desânimo, interesse, desinteresse, problemas pessoais, problemas familiares, problemas de saúde, problemas amorosos; enfim, toda a gama de situações da vida diária.
O que é preciso para ser saudável?
A empresa para ser saudável precisa treinar seu pessoal não somente em competência, como normalmente acontece, mas também treinar seu pessoal para a vida, como ter projetos de vida, como compatibilizar os objetivos pessoais com os objetivos da empresa, como vencer obstáculos, como automotivar-se, como ter interesse, como ter entusiasmo, como transformar desvantagens em vantagens, como vencer o desânimo, como gerar energia para atingir resultados.
As pessoas nas empresas devem ser elas próprias pequenas empresas que associadas vão gerar o organismo empresarial, da mesma forma que as células formam tecidos, estes formam estruturas e órgãos e os órgãos formam o organismo. Por isso, no processo de obter resultados deve haver uma compatibilização entre os objetivos pessoais e os organizacionais.
A Motivação
A motivação tem a ver com aquilo que move a pessoa de dentro para fora e a emotização tem a força de criar o empenho necessário para o atingimento dos objetivos. A emotização é a evolução da motivação.
A pessoa se motiva normalmente quando algo toca naquilo que a move, naquilo que mexe com seus apelos emocionais cujos mais fortes são: saúde, amor, dinheiro e desejo de consideração, não necessariamente essa ordem.
O empenho tem a ver com interesse e é o desejo ativo com que procuramos conseguir alguma coisa. Sim, porque também há o desejo passivo de “eu queria mas não faço”. Sem empenho o desejo é passivo. O interesse é, no caso, um estado de espírito que se tem para com aquilo que se acha digno de atenção, que desperta a curiosidade, que se julga importante. Então, para que haja interesse nos resultados, a pessoa precisa ver importância no trabalho que realiza; é preciso que seu trabalho tenha significado e isto se consegue pela compatibilização dos objetivos pessoais com os objetivos empresariais.
Tudo isso de que vimos tratando é abrangido pela Emotologia, que suplementa não só o treinamento para a competência como também coadjuva as consultorias técnicas.
Escrito por: Prof. Luiz Machado



