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Historicamente, a preocupação com Qualidade existe desde que o homem começou a manufaturar, já na pré-história. Porém podem-se distinguir quatro eras básicas do desenvolvimento da qualidade. De acordo com Mello (2011), são elas:
a) Processo de Inspeção: Foi à primeira atividade regular formal adotada na empresa como processo de controle da qualidade, a partir do surgimento da produção em série (início da administração científica). Conformidade do produto com um padrão e inspeção do produto acabado, sem análise do processo. Tinha fins apenas defensivos, não atacando as causas dos problemas.
b) Controle Estatístico da Qualidade: Tem como marco inicial experiência realizada pelo estatístico Walter Andrew Shewhart (década de 30). Tem como base o acompanhamento e avaliação da produção diária, com controle estatístico das probabilidades de variações em um padrão, e determinação de flutuação aceitáveis. Surgem aqui as técnicas de amostragem baseadas em estatísticas.
c) Garantia da Qualidade: Foco na prevenção de defeitos, envolvimento e integração de todos os setores da organização. A preocupação com as causas fez com que as empresas percebessem que o controle de qualidade teria de envolver fatores externos e quantificação de custos da não-qualidade. Criação de sistemas de qualidade e o surgimento do conceito de qualidade total (após a segunda guerra mundial por intermédio da União Japonesa de Cientistas e Engenheiros – JUSE, Deming e Juran).
d) Gestão da Qualidade Total: Foco na gestão, envolvimento integral da empresa e surgimento das normas ISO. Agora a qualidade passa a ser uma arma agressiva de concorrência. O cliente passa a participar diretamente na própria definição da Qualidade na empresa (Depois da década de 60, por intermédio de Deming, Feigenbaum, Juran, Maslow, Ishikawa, McGregor, Herzber e Vicente Falconi).
Desta forma, com a combinação dos pensamentos dos diversos especialista, foi possível amadurecer alguns pontos fundamentais para ter uma visão holística do tema. Os pontos são: a não qualidade gera retrabalhos, desperdícios e custos; prevenir defeitos é melhor do que remediá-los; o chão de fábrica não é responsável pela falta de qualidade; a qualidade deve ser planejada; deve integrar todos os colaboradores da empresa; o cliente é o foco fundamental a ser considerado.
Fonte: www.banasqualidade.com.br / outubro/2011
Para implementar com sucesso o Sistema de Gestão da Qualidade, não tem que existir reinvenção da roda, já existe um modelo que é referência para a implementação esse sistema de gestão.
Ele é um modelo conhecido mundialmente, já está implementado nos mais diversos tipos de empresas e se mostra um sucesso.
Esse modelo é o previsto na norma brasileira NBR ISO 9001 versão 2008, que descreve os deves que a empresa precisa executar para ter essa excelência.
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A ISO 9001 estabelece os requisitos de um sistema de gestão da qualidade no qual uma organização:
- Precisa demostrar habilidade de fornecer, de forma consistente, produtos que cumpram requisitos regulários aplicáveis e do cliente;
- Objetiva a aumento da satisfação do cliente através da aplicação eficaz do sistema, incluindo processos de melhoria contínua e garantia de conformidade ao cliente e aos regulatórios legais.
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Gestores de empresas de dez países dizem como as normas ISO contribuem para o sucesso de seus negócios em uma nova publicação chamada “10 good things for SMEs” (10 coisas boas para PMEs).
Depoimentos vindos do Canadá, Suécia, Itália, Áustria, Cingapura, Quênia, Espanha, Brasil e Nova Zelândia enfatizam a importância das normas e como elas podem ser úteis para os negócios. Veja abaixo a lista das vantagens apresentadas pelos gestores:
- Ajudam a empresas a competir no mesmo nível de grandes organizações;
- Abrem o mercado de exportação de seus produtos ou serviços;
- Ajudam na descoberta de melhores práticas de negócios;
- Possibilitam maior eficiência nas operações da empresa;
- Passam mais credibilidade e confiança para os clientes;
- Abrem novas oportunidades de negócios e vendas;
- Aumentam a competitividade;
- Possibilitam reconhecimento internacional da sua marca;
- Ajudam a empresa a crescer;
- Formam uma linguagem comum que pode ser utilizada em todo setor industrial.
fonte: www.banasqualidade.com.br / setembro 2011


